CONTABINEX
Triagem IAAbrir Empresa
Voltar ao Blog
MEI• 10 min de leitura• 26 Set 2026

MEI de R$ 140 mil foi aprovado? O que falta para o novo limite começar a valer

Não, o novo limite do MEI de R$ 140 mil não foi aprovado em definitivo e não está em vigor. O teto legal do Microempreendedor Individual permanece em R$ 81 mil anuais. A elevação gradual para até R$ 140 mil tramita no Congresso Nacional (integrada ao debate do PLP 108/2021) e ainda depende de aprovação nas duas Casas e sanção presidencial.

Equipe CONTABINEXConsultoria Contábil Estratégica
MEI de R$ 140 mil foi aprovado? O que falta para o novo limite começar a valer

Não, o novo limite do MEI de R$ 140 mil não foi aprovado em definitivo e não está em vigor. O teto legal do Microempreendedor Individual permanece em R$ 81 mil anuais. A elevação gradual para até R$ 140 mil tramita no Congresso Nacional (integrada ao debate do PLP 108/2021) e ainda depende de aprovação nas duas Casas e sanção presidencial.

MEI de R$ 140 mil foi aprovado? O que falta para o novo limite começar a valer

Não, o novo limite do MEI de R$ 140 mil não foi aprovado em definitivo e não está em vigor. O teto legal do Microempreendedor Individual permanece em R$ 81 mil anuais. A elevação gradual para até R$ 140 mil tramita no Congresso Nacional (integrada ao debate do PLP 108/2021) e ainda depende de aprovação nas duas Casas e sanção presidencial.

Sumário de Conteúdo (Índice)

  1. O limite de R$ 140 mil do MEI foi aprovado?
  2. O que propõe o projeto de aumento do teto para R$ 140 mil?
  3. O que falta para o novo limite do MEI começar a valer?
  4. Qual é o limite atual do MEI e o que acontece se você ultrapassar?
  5. Tabela comparativa: Limite Atual vs. Projeto em Tramitação
  6. Como o empreendedor deve agir enquanto a lei não muda?
  7. Perguntas Frequentes (FAQ)
  8. Conclusão

O limite de R$ 140 mil do MEI foi aprovado?

O limite do MEI de R$ 140 mil não foi aprovado em definitivo e não tem validade jurídica imediata.

O teto de faturamento do Microempreendedor Individual permanece congelado em R$ 81.000,00 por ano (ou proporcional a R$ 6.750,00 ao mês para empresas abertas durante o exercício fiscal), valor fixado pela Lei Complementar nº 155/2016 e em vigor desde janeiro de 2018.

Embora existam matérias no Congresso prevendo faixas entre R$ 130 mil e R$ 140 mil — incluindo o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021 e proposições do Poder Executivo —, nenhuma dessas iniciativas concluiu o processo legislativo exigido pela Constituição Federal.

O que propõe o projeto de aumento do teto para R$ 140 mil?

A proposta enviada ao Congresso com teto de até R$ 140 mil busca a recomposição inflacionária acumulada desde 2018. O modelo prevê uma transição escalonada para atenuar o impacto fiscal estimado pela Receita Federal:

  • Escalonamento: Elevação do teto para R$ 110 mil em 2027 e consolidação em R$ 140 mil em 2028.
  • Contratação de funcionários: Autorização para que o MEI contrate até 2 empregados com remuneração de um salário mínimo ou piso da categoria (o modelo atual autoriza apenas 1).
  • Justificativa: Estancar a exclusão de empreendedores em crescimento e atualizar a defasagem real do Simples Nacional frente à inflação.

O que falta para o novo limite do MEI começar a valer?

Para que o teto de R$ 140 mil seja oficializado, o texto precisa cumprir integralmente o rito de um Projeto de Lei Complementar:

  1. Aprovação na Câmara dos Deputados: O projeto precisa ser votado em Plenário e obter a concordância da maioria absoluta dos deputados federais (mínimo de 257 votos favoráveis).
  2. Revisão pelo Senado Federal: Como a redação foi alterada em relação ao texto votado pelos senadores em 2021 (que previa teto de R$ 130 mil), o texto precisará de nova apreciação e aprovação por maioria absoluta no Senado (mínimo de 41 votos).
  3. Sanção Presidencial: Após aprovação idêntica nas duas Casas legislativas, o texto segue para sanção do Presidente da República.
  4. Publicação no Diário Oficial da União (DOU) e vigência: O projeto só gera efeitos a partir da data de vigência expressa na publicação oficial.

Qual é o limite atual do MEI e o que acontece se você ultrapassar?

O limite vigente fiscalizado pela Receita Federal é de R$ 81.000,00 anuais. Se a empresa foi aberta durante o ano, a regra é proporcional: calcula-se R$ 6.750,00 multiplicado pelo número de meses de atividade.

Caso a receita bruta anual ultrapasse o teto, aplicam-se duas regras de desenquadramento:

  • Excesso de até 20% (faturamento até R$ 97.200,00): O empreendedor continua como MEI até o encerramento do ano-calendário. Em janeiro do ano seguinte, a empresa é migrada para Microempresa (ME) no Simples Nacional e recolhe uma guia DAS complementar sobre o valor excedente.
  • Excesso acima de 20% (faturamento superior a R$ 97.200,00): O desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em curso (ou à data de abertura). Os impostos passam a ser recalculados pelas alíquotas do Simples Nacional sobre a totalidade do faturamento daquele ano, com cobrança de juros e multas.

Tabela comparativa: Limite Atual vs. Projeto em Tramitação

Critério

Regra Vigente (Lei 123/06)

Proposta em Tramitação (PLP)

Status Jurídico

Vigente e obrigatório

Aguardando aprovação legislativa

Limite de Receita Anual

R$ 81.000,00

Escalonado: R$ 110 mil (2027) a R$ 140 mil (2028)

Média Mensal de Referência

R$ 6.750,00

R$ 9.166,66 (transição) a R$ 11.666,67

Número Máximo de Empregados

1 funcionário

Até 2 funcionários

Teto de Tolerância (20%)

R$ 97.200,00

R$ 168.000,00 (após implantação de R$ 140 mil)

Como o empreendedor deve agir enquanto a lei não muda?

Faturar acima de R$ 81 mil contando com uma lei que ainda não foi sancionada traz risco tributário direto. O cruzamento de dados da Receita Federal via notas fiscais emitidas (NF-e, NFS-e), transações de Pix e operadoras de cartão é automatizado.

Se a previsão de faturamento da sua empresa aponta para valores acima de R$ 81 mil, a orientação técnica é planejar a migração preventiva de MEI para Microempresa (ME). A transição planejada evita cobranças retroativas e multas do Fisco, permitindo que a empresa passe a emitir notas sem travas e opere dentro do Simples Nacional ou Lucro Presumido com menor impacto tributário.

Planeje sua migração sem multas fiscais: Fale com os especialistas da CONTABINEX e avalie o melhor momento para desenquadrar sua empresa com segurança contábil.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O MEI de R$ 140 mil já está valendo?

Não. A proposta que eleva o teto do MEI para até R$ 140 mil segue em tramitação no Congresso Nacional e não possui validade legal imediata. O limite em vigor permanece em R$ 81.000,00 por ano.

Quando o novo limite do MEI deve entrar em vigor?

O texto do Executivo prevê transição com teto de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, mas isso depende da aprovação final pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, seguida de sanção presidencial.

Posso emitir notas fiscais acima de R$ 81 mil este ano?

Não sem sofrer o desenquadramento do MEI. O sistema da Receita Federal reconhece o excesso de receita e inicia o desenquadramento de ofício, gerando recolhimento complementar de tributos no regime do Simples Nacional.

O MEI já pode contratar dois funcionários?

Não. O MEI continua autorizado a contratar apenas 1 funcionário que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. A permissão para contratação do segundo empregado integra os projetos em tramitação.

Conclusão

Embora o debate sobre a correção do teto do MEI para R$ 140 mil avance em Brasília, nenhuma alteração legal está em vigência. Operar acima de R$ 81 mil anuais sob a expectativa de aprovação gera risco fiscal e desenquadramento retroativo com multas.

Para manter a regularidade do seu negócio e planejar a evolução para Microempresa de maneira estratégica, conte com o time contábil da CONTABINEX.

Bio do Autor

Galbert Wagner Silva Lima — Diretor Técnico e Operacional da Contabinex

Responsável pela gestão técnica e operacional dos serviços prestados pela Contabinex, acompanhamento dos processos contábeis, fiscais, trabalhistas e societários, padronização dos procedimentos, controle de qualidade das entregas, conformidade técnica e regulatória e acompanhamento das equipes responsáveis pela execução dos serviços. Participa também das decisões estratégicas relacionadas à estrutura, capacidade e expansão da operação.

SIMPLIFIQUE SUA GESTÃO

Deixe a burocracia contábil com a CONTABINEX e foque no crescimento do seu negócio.

Contabilidade consultiva, notas fiscais, apuração tributária e suporte por inteligência artificial nativa.

Abrir Minha EmpresaMigrar para a CONTABINEX
CONTEÚDO COMPLEMENTAR

Mais artigos para impulsionar sua gestão

Ver todos os artigos
O medo que o brasileiro tem de ganhar dinheiro
Impostos

O medo que o brasileiro tem de ganhar dinheiro

O medo de ganhar dinheiro no Brasil costuma nascer do receio de que a receita formalizada aumente o imposto. Receber por terceiros ou esconder operações não elimina a obrigação e pode criar incoerências entre contratos, notas fiscais, contas bancárias e declarações. A saída segura é planejar antes do recebimento, documentar cada fluxo e pagar apenas o que a lei exige.

Ler matéria completa
Crédito para MEI e como aumentar as chances de aprovação
Gestão Fiscal

Crédito para MEI e como aumentar as chances de aprovação

Para conseguir crédito como MEI, o empreendedor precisa demonstrar que o negócio está ativo, gera receita e tem condições de assumir as parcelas. Regularidade fiscal, ausência de restrições, notas fiscais, relatório mensal, declarações e extratos coerentes fortalecem a análise. Nenhum documento, porém, garante aprovação: cada instituição aplica sua própria política de crédito.

Ler matéria completa
Advogado como pessoa física ou pessoa jurídica em 2027: qual opção pode pagar menos imposto?
Classes Profissionais

Advogado como pessoa física ou pessoa jurídica em 2027: qual opção pode pagar menos imposto?

A atuação como Pessoa Jurídica (PJ) — via Sociedade Unipessoal de Advocacia (SUA) ou Sociedade de Advogados — recolhe significativamente menos tributos do que a Pessoa Física (PF) para faturamentos a partir de R$ 5.000,00 mensais. Na pessoa física, a carga no Carnê-Leão atinge até 27,5% de Imposto de Renda mais 20% de INSS autônomo. Como PJ no Simples Nacional (Anexo IV), a tributação inicia em 4,5% sobre a receita bruta, gerando economia fiscal média de até 70% sobre os honorários líquidos.

Ler matéria completa